Baixa natalidade é uma das maiores preocupações de Portugal

O país enfrenta uma de suas piores crises no que diz respeito ao nascimento de novos cidadãos. 

Dados locais informam que em 1960 nasciam cerca de 24 crianças por cada mil habitantes. No entanto, esse número foi reduzido a 8 a cada mil habitantes em 2020. 

Muitos fatores influenciaram essa mudança, inclusive o aumento do número de mulheres inseridas no mercado de trabalho. 

 Ao assumir funções fora do lar, conciliar as atividades de casa, criação de filhos e ainda exercer uma profissão são atividades muito pesarosas para serem conciliadas. 

Diante desse cenário, os sociólogos estão preocupados com o futuro do país e começam a pensar em medidas que poderiam ajudar a mudar a situação. 

Baixa população de Portugal é uma problema real

Além da baixa taxa de natalidade, a pandemia contribuiu para que a situação do país se tornasse ainda mais preocupante. 

84296 bebês nasceram em 2020. No entanto, esse número significa uma diferença de 2283 comparado ao ano de 2019. 

Alguns estudiosos afirmam que no período anterior a 2020 a baixa natalidade era o resultado da crise econômica que assolou o mundo em 2015. 

Porém, com o número de nascimentos registrados em 2019 acreditava-se que o país estava se recuperando e por isso, as pessoas estavam mais dispostas a terem mais filhos. 

Mas os dados de 2020 não foram animadores. E como se não bastasse o baixo números de novos portugueses, a pandemia contribuiu para que as pessoas voltassem a ter receio da vinda de novos membros para a família.

A pior notícia dentro desse contexto é saber que cerca de 10% da população portuguesa deixará de existir em 2020. 

Em 2019 morreram de outras causas cerca de 11 mil pessoas, de acordo com informações do Diário de Notícias de Portugal.

O saldo natural, ou seja, avaliação do crescimento do número de pessoas, estava negativo há cerca de 12 anos. Os últimos acontecimentos só agravaram a situação. 

Em 2020 Portugal fechou a década com um déficit de 38.856 pessoas em sua população. 

Não fosse a imigração, que contribuiu para a entrada de 75.725 imigrantes que optaram por morar no país, a situação estaria caótica.

Por manter um saldo migratório positivo, Portugal está conseguindo compensar a perda humana que o país tem sofrido nos últimos anos devido à baixa taxa de natalidade e ao grande número de mortos. 

Portugal: um dos países mais envelhecidos do mundo conta com imigrantes para mudar o cenário

Quanto mais o tempo passa e as pessoas adaptam seus planos às circunstâncias, mais o país sofre com a baixa natalidade. 

O adiamento da maternidade influencia ainda mais na fertilidade e a previsão é de que a situação não vai mudar, ou seja, o país continuará perdendo seus nativos. 

Portanto, a imigração é a esperança para mudar essa realidade. No entanto, espera-se que Portugal seja uma moradia definitiva e não apenas um canal para conseguir passaporte europeu e seguir para outro país. 

De acordo com informações do Diário Nacional, Portugal admite que um dos maiores contribuintes para mudar o cenário do país, são os brasileiros. 

Uma vez que estando em solo português a mais de um ano, as crianças têm direito à cidadania definitiva, não importa se permanecerão ou não no país. 

Conclusão

Sociólogos portugueses estão preocupados com a situação do país e acreditam que a imigração deve ser estimulada, visto que boa parte da população local está idosa e inclusive muitos viúvos. 

Receber moradores mais jovens, ainda em idade fértil vai contribuir para que o país recupere seu saldo de natalidade positivo e possa continuar a crescer. 

Mesmo com um cenário favorável para imigrantes, é importante chegar ao país de forma legal. Sendo assim, busque ajuda de profissionais experientes e especializados na obtenção de vistos. 

Dessa forma, você garante um processo muito mais tranquilo e de acordo com a legislação do país para onde você pretende ir.